28.04.17
Bea Miller para FUSE : BEA MILLER NO ‘CHAPTER ONE: BLUE’, IMPORTÂNCIA DA VULNERABILIDADE E FEMINISMO: ENTREVISTA

O site FUSE publicou uma entrevista com a cantora Bea Miller no dia 27/04/2017. E aqui está a tradução da entrevista completa em Português para vocês!

FUSE: Acredito que o Chapter One: Blue seja o trabalho mais honesto que você já tenha feito.

Bea Miller: Eu comecei a escrever esse álbum mais ou menos um ano atrás. Ainda não terminei de escrever todas as músicas porque queria que elas estivessem atualizadas já que vou estar disponibilizando elas em diferentes partes do ano. Sinto que ninguém escuta mais aos álbuns completos e é muito difícil encontrar as músicas pois ninguém pesquisa o suficiente para encontra-las. Então eu estava pensando como podia me conectar com isso. Então pensei que essa seria a melhor forma de fazer isso. Quando eu estava escrevendo elas sem planejar um lançamento, eu estava muito inspirada nos primeiros meses. Eu acordei uma manhã e percebi que eu estava reprimindo a minha realidade por muito tempo e não estava aceitando que algo muito importante na minha vida não estava mais fazendo bem pra mim. É por isso que a minha escrita antes não estava muito conectada comigo. Eu percebi isso e pensei “Ai meu Deus! Esse é o começo de uma nova vida e o começo de várias coisas novas que estou por escrever.” Eu estava sentada em um trem aquele dia, porque eu estava em Nova Iorque indo para o estúdio, e comecei a escrever no meu notebook sobre coisas boas que eram mascaradas como coisas boas. Então isso acarretou não só no Blue, mas em todas as outras músicas que estão por vir.

 

FUSE: Como você acha coragem pra ser tão bruta com suas músicas?

Bea Miller: Quando eu gravei meu primeiro álbum eu tinha 14 ou 15 anos, e nessa época eu não era uma escritora experiente. Eu tinha medo do que as pessoas iriam pensar de mim e eu estava passando por alguns momentos difíceis  então eu pensei que não poderia fazer isso. Eu não escrevi a maior parte das músicas naquele álbum e meus fãs falavam pra mim o quão significativas essas músicas eram para eles e o quanto elas os ajudavam. Eu me senti meio que uma mentirosa. Não era como se eu não me visse nas músicas, mas ainda sim não era a minha história. Isso me inspirou a dizer “Ok, de agora em diante eu não vou lançar músicas que eu não tenha escrito.” Eu quero ser a pessoa que realmente os ajude e esteja realmente lá por eles.

 

FUSE: Conte-me a história por trás de fazer “Burning Bridges.” É com certeza a mais intensa das três músicas.

Bea Miller: Escrevi algumas semanas após escrever “Song Like You”, que foi o marco inicial para uma música “o que eu faço agora?” sobre alguém na minha vida que não estava mais funcionando. Eu trabalhei nela com um produtor chamado Oak e uma co-escritora chamada Steph Jones. Steph é uma das minhas amigas mais próximas e ela sabia de tudo que estava acontecendo na minha vida. Eu estava contando pra eles o quanto eu estava com raiva e como me sentia abandonada. Como eles sabiam da história, foi fácil colocar numa música.

 

FUSE: Como você escolheu as cores para o projeto?

Bea Miller: Eu vejo músicas em cores, e eu coloquei elas dentro de grupos baseado nas cores que vejo quando escuto elas. Eu acho muito legal e acontece não só com qualquer um que veja músicas em cores, mas com qualquer um que relacione sentimentos com cores. O azul são os estágios iniciais de algo que não está dando certo. Você se sente sozinho e abandonado, mas você não aceita isso. Então o Chapter Red pode significar muitas coisas. É raiva e frustração mas também empoderamento. Você está meio que se preparando pra o que está por vir e escolhe resolver os seus problemas. Chapter Three, que é o Yellow, é de uma cor mais feliz. é o fim de uma experiência em que você você fica tipo “Eu aceitei isso, eu superei isso e segui em frente.” Agora estou preparada para encarar o que vem por aí.

 

FUSE: Os EPs vão virar um álbum?

Bea Miller: Sim, vou lançar três músicas a cada três meses. O álbum completo dos EPs  virá com mais três musicas.

 

FUSE: Existe tanta influências de artistas femininas recentemente. Você sente alguma pressão pra competir com elas?

Bea Miller: Não, nunca. Eu sou uma fã das artistas criando música. Eu sou animada e espero conhecer muitas delas, e também escutar a opinião delas porque eu respeito muitas delas. Mas nesse momento estou só pensando em mim mesma e no que eu preciso fazer.

 

FUSE: Eu sei que somos os dois fãs da Zara Larson!

Bea Miller: Eu adoraria conhecer ela! Espero que seja logo. Estou gostando muito de Khalid no momento também. Parece que todo mundo está descobrindo ele devagar. Ele acabou de lançar seu álbum e ele já está sendo bem reconhecido entre as pessoas que eu conheço. Eu escuto muito Beatles, mas obviamente eles estão aqui desde sempre.

 

FUSE: Da última vez que nos falamos você estava em turnê com a Selena Gomez. Quais são algumas das lições que você aprendeu enquanto estava na estrada?

Bea Miller: Aprendi muito sobre mim mesma. Estar ao lado das mesmas pessoas todos os dias na verdade te ensina muito, o que é surpreendente. Mas eu escutava as músicas da Selena e a assistia em Os Feiticeiros de Waverly Place, e ela é alguém que vem fazendo isso a tanto tempo e ainda sim é tão sucedida. Estar perto dela definitivamente me ensinou muito, e também viajar e cantar para novas pessoas todas as noites. Ela me mostrou que se ela pode fazer isso, eu posso fazer isso. E é isso.

 

FUSE: Nós temos visto você crescer nessa industria desde o The X Factor. Não é difícil as vezes?

Bea Miller: Acho que o mais difícil é o fato de eu ter sido tão aberta. Eu olho pra outros artistas hoje que também começaram muito jovens e o quão difícil é sempre ter pessoas olhando para eles. Quando você é adolescente, e até quando você já está passando pela vida, você comete muitos erros. É difícil quando outras pessoas estão olhando para isso e elas pensam “Você é uma criança. Como você pode cometer esse erro quando as pessoas estão olhando pra você?” Você não pode cometer erros. Se eu faço algo errado, eles podem obter uma ideia errada. Ao mesmo tempo, as pessoas que eu sou só uma pessoa fazem isso tudo especial.

 

FUSE: Você tem um relacionamento tão bom e aberto com seus fãs no twitter.

Bea Miller: Quando eu era mais nova eu estava procurando por um artista que me manteria atualizada e me diria a verdade. Mas na música pop, muitas das artistas jovens femininas de 2008-2009 eram muito “felizes e sortudas”, era tudo festas e se divertir. Isso era ótimo quando eu me sentia assim, mas não havia nada para quando eu me sentisse sozinha. Me tornei comprometida a ser essa artista que eu estava buscando quando eu era jovem. Acho isso especial, pois tenho 18 anos e mais ou menos a mesma idade de muitos dos meus fãs. Isso exemplifica a conexão.

 

FUSE: Mas as vezes você não teme compartilhar demais?

Bea Miller: Hmm, essa é uma boa pergunta. Eu realmente não planejo isso. As vezes eu sou muito aberta e as vezes privada e sinto que só as pessoas envolvidas devem saber sobre isso. Quando estou chateada com respeito a alguma coisa, preciso de tempo para escrever sobre isso ou conversar sobre isso antes de compartilhar com outras pessoas. Mas muitas vezes eu nem penso muito sobre o assunto, então tweeto ou falo. As vezes isso é mal visto mas tudo bem, isso é parte de ser humano. É mais humano quando você comete esse tipo de erro.

 

FUSE: Eu admirei quando você recentemente revidou The Chainsmokers por dizerem coisas preconceituosas com relação às mulheres. Ser feminista, como você leva isso em relação ao clima atual?

Bea Miller: Acho que todos deveriam emponderar todos. Obviamente isso é impossível a não ser que estejamos todos envolvidos. Mas para a maioria, se você ver alguém tentando rebaixar alguém, não importa se é homem ou mulher, você deve falar algo se você acredita que aquilo está errado. Mas nesse momento como mulher, nós progredimos por um tempo e agora estamos voltando pra quando queremos o respeito e a igualdade perante os homens. Então o que posso fazer nas redes sociais é ajudar a espalhar a igualdade e a mensagem que todos deveriam ser tratados igualmente, pagados igualmente, vistos igualmente e respeitados igualmente.

 

FUSE: Sua escrita melhorou muito bem. Você já pensou em fazer isso para outros artistas?

Bea Miller: Eu na verdade estou querendo fazer isso recentemente, mas eu tenho que achar a hora certa porque no momento estou tentando promover a mim mesma. Isso aconteceu com Ed Sheeran porque acho que ele escreveu “Shape of You” para tentar fazer Rihanna cantar originalmente.. As vezes quando escrevemos isso acontece muito e espero que algumas das minhas músicas possam ir para alguém e eu possa ver suas interpretações do que eu escrevi. Então eu definitivamente pensei nisso e adoraria ver as interpretações do que eles tem escrito. Então definitivamente eu pensei nisso e adoraria escrever para outros artistas em algum momento. Eu amo contar histórias e acho incrível que pessoas diferentes tem diferentes perspectivas de um mesmo fato.

 

FUSE: Eu gosto da sua tatuagem de um cérebro-coração. Qual das suas tatuagens conta a melhor história?

Bea Miller: Eu amo o cérebro-coração, essa é mais ou menos sobre os seres humanos e é algo universal. Mas eu recentemente tatuei duas árvores no meu braço.. São árvores de bordo porque sou de uma cidade chamada Maplewood. Uma tem folhas e a outra não. Simboliza que assim como existem estações no mundo e na vida, existem estações dentro de nós mesmos. As vezes você está lutando e não se sente importante. Então a próxima estação chega e todas as suas “folhas” crescem e o ciclo continua. Toda vez que você está bem, você eventualmente vai cair. É assim que a vida funciona.

27.04.17
CHAPTER ONE: BLUE: Bea Miller lança clipe de Burning Bridges

O segundo clipe do Chapter One: Blue saiu no dia 06/04. Agora é a vez de Burning Bridges, a favorita da Bea do capítulo azul, ganhar movimentos. Em uma espécie de continuação de “Song Like You”, o clipe apresenta raiva e destruição, com muitos vidros se espatifando e até fogo, deixando no final uma deixa para I Can’t Breath.

Confira:

25.02.17
Chapter One: Blue: Letra e tradução de “I Can’t Breathe”

LETRA E TRADUÇÃO

Somebody get me a hammer
Alguém me arrume um martelo
Wanna break all the clocks and the mirrors
Quero quebrar todos os relógios e os espelhos
And go back to a time that was different
E voltar para um tempo que era diferente
A time when I didn’t feel like there was something missing
UIm tempo em que eu não sentia que algo estava faltando
Now my body and mind are so distant
Agora meu corpo e minha mente estão tão distantes
Don’t know how to escape from this prison
Não sei como escapar desta prisão

How can I free my mind?
Como eu posso libertar minha mente?

Cause I can’t breathe
Porque eu não consigo respirar
I can’t breathe
Eu não consigo respirar
I can’t breathe
Eu não consigo respirar
I can’t breathe
Eu não consigo respirar
I can’t breathe
Eu não consigo respirar
Ooh, ooh, ooh
Ooh, ooh, ooh
I can’t breathe
Eu não consigo respirar

How can I live in the moment
Como posso viver no momento
When my thoughts never feel like my own and
Quando meus pensamentos nunca perecem ser meus e
Don’t know how to admit that I’m broke
Não sei como admitir que estou quebrada

How can I be alright?
Como eu posso ficar bem?

Cause I can’t breathe
Porque eu não consigo respirar
I can’t breathe
Eu não consigo respirar
I can’t breathe
Eu não consigo respirar
I can’t breathe
Eu não consigo respirar
I can’t breathe
Eu não consigo respirar
Ooh, ooh, ooh
Ooh, ooh, ooh
I can’t breathe
Eu não consigo respirar

I can’t breathe
Eu não consigo respirar
I can’t breathe
Eu não consigo respirar
I can’t breathe
Eu não consigo respirar
I can’t breathe
Eu não consigo respirar

 

25.02.17
Chapter One: Blue: TIME: Ouça o novo single de Bea Miller

A voz texturizada e emotiva de Bea Miller desmente o fato de que ela acabou de completar 18 anos. Então novamente, a emo-pop cantora-compositora de New Jersey não é estranha às batidas da vida – aos 13, ela lançou sua carreira musical em parte para ajudar a família que passava por dificuldades. Com alguns teen pop hits e experiência de abertura para Selena Gomez, Demi Lovato e Fifth Harmony, o novo projeto de Miller é uma coleção de músicas que serão lançadas em três capítulos ao longo do ano e culminará em um álbum completo em novembro. Começa hoje com a primeira fase, Chapter One: Blue. O tema: mantê-lo real.

“Quando eu era menor, queria que alguém me falasse a verdade,” explica Miller na sua procura por música que refletisse ambos os altos e baixos das experiências de um adolescente. Abaixo, ela fala sobre como fez música assim, incluindo “Song Like You“.

TIME: Você está finalmente lançando o Chapter One: Blue. Mas eu quero voltar no tempo e falar um pouco sobre como você começou na música. Foi algo que você cresceu apaixonada?

Bea Miller: Minha mãe era DJ. Era uma DJ de vinil, ela era demais. Então ela tinha muitas músicas para compartilhar comigo desde o momento que nasci. Ela fazia fitas que tinhas coisas tipo ABCs e “Itsy Bitsy Spider,” mas também The Beatles e Led Zeppelin.

Então quando você decidiu começar na música profissionalmente?

Não é que eu não queria ter uma carreira musical, é só que eu não achava real. Eu ouvia pessoas como Demi Lovato e Christina Aguilera – mulheres que tem os alcances mais insanos e conseguem fazer todas essas mudanças – e eu pensava “Oh, eu não consigo fazer isso então eu não posso ser uma cantora.” Então um dia eu estava cantando uma música da Adele em meu quarto e minha mãe apareceu, e quando eu terminei a música – eu não sabia que ela estava lá – eu a ouvi chorando atrás da porta do quarto e ela disse “não sabia que você pode cantar assim.” Eu estava tipo, “eu também não sabia.” Eu ainda tinha 12 anos.

Então minha família estava indo à falência, nós íamos perder nossa casa, minhas mães não conseguiam encontrar trabalho e estavam passando pelo divórcio. Eu fiquei, “talvez eu possa usar essa habilidade para viver meu sonho e também para ajudá-las se eu começar agora ao invés de esperar o fim do ensino médio ou faculdade para ir atrás disso.”

Quando foi isso?

Foi quando eu tinha 13 anos e foi quando eu fiz a audição para o X Factor. Como eu fiz pelo dinheiro, parece confuso. Eu não ganhei no show. Mas eu me dei conta de que eu poderia continuar fazendo isso e cuidar da minha família, que é o que estou fazendo agora.

Como foi a experiência do X Factor? O que você aprendeu?

Quer dizer, se eu nunca tivesse ido ao X Factor eu nunca teria assinado contrato. Foi muito difícil para todo mundo que era concorrente naquele show, tenho certeza, porque você não escolher as músicas que vai cantar. Não escolher o que vai usar; você não pode espalhar sua mensagem da maneira que você gostaria. Isso me preparou para o mundo real da música.

Como você descreveria sua “própria coisa” nesse momento?

Quando eu era mais nova, eu realmente queria que alguém me contasse a verdade. A música no início dos anos 2000 era muito dance-y, a vida era uma festa. Eu não sentia que eu tinha pessoas me falando a verdade quando eu estava em um momento ruim.
À medida que experimento coisas na vida, como eu escrevo sobre elas, meus fãs estarão experimentando as mesmas coisas ao mesmo tempo – e talvez isso faça com que eles se sintam menos sozinhos.

Me conte um pouco sobre “Song Like You”. Como foi feita?

Eu tinha alguém em minha vida que não era boa para mim. Eu estava constantemente dividida entre a necessidade de seguir em frente e não ser capaz de aceitar que precisava ir. Certa manhã, apenas clicou. Eu estava sentada no trem indo para o estúdio em New York, e eu comecei a anotar as coisas boas que eventualmente escalam em coisas que não são boas. Como uma onda que eventualmente se torna em um furacão, ou uma música de ninar que você não consegue ouvir porque o bebê está chorando.

Sinto que “Song Like You” não é somente o começo desse lançamento, mas o começo dessa história toda – essa parte inteira de minha vida.

Como você descreveria o som que está procurando? Quem são os ídolos que você gostaria de emular?

Eu acho que há um equívoco entre os músicos que se todas as suas músicas não soam similar, então você não sabe quem você é. Eu discordo totalmente com isso. Liricamente, toda música está contando uma história do começo ao fim. E musicalmente, está contando o fundo do que eu estava ouvindo naquele dia ou naquela semana ou naquele mês que eu escrevi aquela música.

Fonte:TIME
Tradução e adaptação: Bea Miller Brasil

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