Nascida em Maplewood, residente de Los Angeles, atriz, cantora e escritora, Bea Miller adotou uma estratégia diferente de lançamento de música. A participante do X-Factor lançou seu álbum Not An Apology em 2015, mas esse ano ela está lançando uma série de EPs codificados em cores: “Chapter One: Blue”, “Chapter Two: Red” e o para ser lançado “Chapter Three: Yellow.”

“Eu tenho sinestesia,” ela explica. “É essencialmente quando você pode ver as músicas em cores. Então ‘azul’ são as musicas que escrevi quando estava me sentindo triste e perdida, ‘Vermelho’ foi escrito quando eu estava em um estágio de empoderamento, e estou escrevendo o ‘Yellow’ agora, sobre a luz e o fim do tunel.”

ENTREVISTADOR: Você foi criada por duas mães que estão no mundo do showbiz. Quão legal é isso?

BEA MILLER:”Tem sido incrível ter duas mães. Eu cresci em uma cidade onde todos em maior parte aceitam bem, e tem muitas famílias LGBTS lá. Então eu sou sortuda por ter crescido onde cresci, pois tem muitos lugares onde as pessoas ainda tem problemas com coisas assim. E eu era sortuda por ter experiênciado algo que era diferente, meio que fora dos padrões. Alem disso, ter duas mães incríveis que não aceitavam desaforo de ninguém me ajudou a me tornar a pessoa que sou.”

ENTREVISTADOR: Você não teve medo de recentemente falar sobre o duo The Chainsmokers no twitter, dizendo que eles só fazem música para conhecer modelos. O que foi hilário.

BEA MILLER: Sim. E muitas pessoas levaram muito a sério. Muitas vezes eu digo coisas assim, e as pessoas meio que ficam bravas comigo. Mas eu acho que muitas pessoas na verdade concordam comigo, porque é meio hilário ver que esses caras que são bem repugnáveis são tão sucedidos em um mundo bem feminista – É interessante, pra mim, que eles possam se safar disso.”

ENTREVISTADOR: Que tipo de sexismo você percebe na indústria da música?

BEA MILLER:”Bem, se você é um homem na música, você pode ser qualquer coisa. Você pode ser fofo, você pode ser estranho, você pode ser qualquer tipo de ser humano, e contando que as pessoas gostem da sua voz, elas vão te escutar. Mas se você é uma mulher, a não ser que você seja muito bonita, como uma modelo, você vai ter dificuldades em chegar ao sucesso. Eu não tenho beleza de modelo, como a Rihanna ou a Selena Gomez, mas eu também não sou super estranha, também. E até agora, eu me virei com isso. E eu sinto como se muitas mulheres tem esse problema, onde elas tem que se super-sexualizar ou fazer coisas estranhas e diferentes. Eu não me sinto bem com isso, e eu tweetei sobre isso. Quer dizer, você não vê homens correndo e rebolando nos seus clipes!”