25.02.17
Chapter One: Blue: TIME: Ouça o novo single de Bea Miller

A voz texturizada e emotiva de Bea Miller desmente o fato de que ela acabou de completar 18 anos. Então novamente, a emo-pop cantora-compositora de New Jersey não é estranha às batidas da vida – aos 13, ela lançou sua carreira musical em parte para ajudar a família que passava por dificuldades. Com alguns teen pop hits e experiência de abertura para Selena Gomez, Demi Lovato e Fifth Harmony, o novo projeto de Miller é uma coleção de músicas que serão lançadas em três capítulos ao longo do ano e culminará em um álbum completo em novembro. Começa hoje com a primeira fase, Chapter One: Blue. O tema: mantê-lo real.

“Quando eu era menor, queria que alguém me falasse a verdade,” explica Miller na sua procura por música que refletisse ambos os altos e baixos das experiências de um adolescente. Abaixo, ela fala sobre como fez música assim, incluindo “Song Like You“.

TIME: Você está finalmente lançando o Chapter One: Blue. Mas eu quero voltar no tempo e falar um pouco sobre como você começou na música. Foi algo que você cresceu apaixonada?

Bea Miller: Minha mãe era DJ. Era uma DJ de vinil, ela era demais. Então ela tinha muitas músicas para compartilhar comigo desde o momento que nasci. Ela fazia fitas que tinhas coisas tipo ABCs e “Itsy Bitsy Spider,” mas também The Beatles e Led Zeppelin.

Então quando você decidiu começar na música profissionalmente?

Não é que eu não queria ter uma carreira musical, é só que eu não achava real. Eu ouvia pessoas como Demi Lovato e Christina Aguilera – mulheres que tem os alcances mais insanos e conseguem fazer todas essas mudanças – e eu pensava “Oh, eu não consigo fazer isso então eu não posso ser uma cantora.” Então um dia eu estava cantando uma música da Adele em meu quarto e minha mãe apareceu, e quando eu terminei a música – eu não sabia que ela estava lá – eu a ouvi chorando atrás da porta do quarto e ela disse “não sabia que você pode cantar assim.” Eu estava tipo, “eu também não sabia.” Eu ainda tinha 12 anos.

Então minha família estava indo à falência, nós íamos perder nossa casa, minhas mães não conseguiam encontrar trabalho e estavam passando pelo divórcio. Eu fiquei, “talvez eu possa usar essa habilidade para viver meu sonho e também para ajudá-las se eu começar agora ao invés de esperar o fim do ensino médio ou faculdade para ir atrás disso.”

Quando foi isso?

Foi quando eu tinha 13 anos e foi quando eu fiz a audição para o X Factor. Como eu fiz pelo dinheiro, parece confuso. Eu não ganhei no show. Mas eu me dei conta de que eu poderia continuar fazendo isso e cuidar da minha família, que é o que estou fazendo agora.

Como foi a experiência do X Factor? O que você aprendeu?

Quer dizer, se eu nunca tivesse ido ao X Factor eu nunca teria assinado contrato. Foi muito difícil para todo mundo que era concorrente naquele show, tenho certeza, porque você não escolher as músicas que vai cantar. Não escolher o que vai usar; você não pode espalhar sua mensagem da maneira que você gostaria. Isso me preparou para o mundo real da música.

Como você descreveria sua “própria coisa” nesse momento?

Quando eu era mais nova, eu realmente queria que alguém me contasse a verdade. A música no início dos anos 2000 era muito dance-y, a vida era uma festa. Eu não sentia que eu tinha pessoas me falando a verdade quando eu estava em um momento ruim.
À medida que experimento coisas na vida, como eu escrevo sobre elas, meus fãs estarão experimentando as mesmas coisas ao mesmo tempo – e talvez isso faça com que eles se sintam menos sozinhos.

Me conte um pouco sobre “Song Like You”. Como foi feita?

Eu tinha alguém em minha vida que não era boa para mim. Eu estava constantemente dividida entre a necessidade de seguir em frente e não ser capaz de aceitar que precisava ir. Certa manhã, apenas clicou. Eu estava sentada no trem indo para o estúdio em New York, e eu comecei a anotar as coisas boas que eventualmente escalam em coisas que não são boas. Como uma onda que eventualmente se torna em um furacão, ou uma música de ninar que você não consegue ouvir porque o bebê está chorando.

Sinto que “Song Like You” não é somente o começo desse lançamento, mas o começo dessa história toda – essa parte inteira de minha vida.

Como você descreveria o som que está procurando? Quem são os ídolos que você gostaria de emular?

Eu acho que há um equívoco entre os músicos que se todas as suas músicas não soam similar, então você não sabe quem você é. Eu discordo totalmente com isso. Liricamente, toda música está contando uma história do começo ao fim. E musicalmente, está contando o fundo do que eu estava ouvindo naquele dia ou naquela semana ou naquele mês que eu escrevi aquela música.

Fonte:TIME
Tradução e adaptação: Bea Miller Brasil

Layout criado e desenvolvido por Lannie.D // Bea Miller brasil